Reimaginando a jornada de trabalho

Você chega na agência e começa seu dia. Checa seu email, responde algumas mensagens, coloca as tarefas na pauta e dá o start. Depois de receber uma notificação do Face, você acessa sua conta e a timeline te fisga. O telefone toca. Você atende um colega. Resolve uma questão pessoal e quando se dá conta muito tempo já se passou: é quase metade de manhã. Quem nunca viveu uma cena semelhante e pensou por um momento algo como “Não acredito! Já perdi duas horas? Tenho que correr.” Acontece e costuma ser mais comum do que gostaríamos. Mas, calma. Vamos assumir mea culpa. É claro que precisamos trabalhar focados e manter a produtividade. Mas também é nítido que o nosso modelo de jornada de trabalho não favorece o aproveitamento do tempo.

Flexibilize!

Um dia inteiro sentado em sua mesa com a atenção voltada somente para o trabalho tende, sim, a ser entediante e pouco produtivo. Oito horas é muito tempo para nosso cérebro permanecer focado nas tarefas (como já falamos aqui) e também parece ser pouco para dar conta de tudo. Então, como equalizar? Flexibilizar a rotina de trabalho pode ser a solução. Muitas empresas já vêm apostando na ideia.

Segundo pesquisa realizada pela Regus com mais de 44 mil executivos, de 105 países, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos mais adeptos do trabalho flexível. Enquanto a média global de profissionais que trabalham 2,5 dias ou mais por semana fora do escritório é de 52%, no Brasil o índice sobre para 59%.

Os profissionais trabalham em casa, em escritórios compartilhados (no melhor estilo coworking), em cafeterias. E além de ter liberdade para trabalhar em diferentes espaços, todos ganham qualidade de vida (o que é extremamente importante para os profissionais de hoje). Que tal trabalhar em casa, no mesmo bairro da sua faculdade? Ou, então, que tal conciliar um superintercâmbio com as atividades do trabalho, sem se desvincular do empregador? Graças à tecnologia e às empresas visionárias pensar em uma rotina mais prática e confortável já é possível.

Priorize a qualidade das entregas

As organizações que apostam em uma jornada de trabalho mais flexível consideram muito mais o desempenho e a entrega de resultados do que a presença das 8 às 18 horas. Elas priorizam a qualidade em detrimento de uma convenção: a carga horária estendida ao longo do expediente comercial.

Para muitos gestores, a exigência é a entrega de um trabalho bem-feito. Se o profissional está lá na China e fez a ilustração, com qualidade e no prazo, não existe nenhum impedimento para que ele continue trabalhando (vamos desconsiderar o inconveniente do fuso horário 😉). O resultado é palpável e pode ser entregue ao cliente aqui no Brasil. Ponto para o ilustrador, que se destaca pela competência e capacidade de organização. E para a agência, que soube reter o talento e inovar na jornada.

giphy Shia LaBeouf apaludindo

 

Cada um tem seu período de maior produtividade

Mais do que a possibilidade de trabalhar em outros espaços, algumas empresas oferecem horários flexíveis. Como cada um tem um ritmo e um relógio biológico diferente, esta abertura é válida e costuma trazer resultados. Para algumas pessoas, por exemplo, o raciocínio e a criatividade fluem melhor pela tarde. Enquanto para outras a manhã é bem mais inspiradora.

Considerando tudo isso, algumas empresas já criaram diferentes períodos de expediente e o funcionário escolhe aquele que melhor cabe em sua rotina. O importante é se sentir disposto e animado naquele período. A quantidade de horas trabalhando já não é mais tão importante quanto a qualidade do material produzido naquele intervalo de tempo. Este critério mudou e, aos poucos, outros tendem a mudar também.

Inspire-se em quem já está reimaginando

Existem vários exemplos de empresas que estão dando certo com este modelo de jornada de trabalho e comprovam sua eficiência. A Netflix é o supra-sumo destas companhias com flexibilidade extrema sobre as horas trabalhadas. Para o vice presidente da Netflix, Steve Swasey, “Se você está gastando muito tempo contabilizando as horas que você está gastando, este tempo não está sendo utilizado para inovar”.

giphy netflix

Portanto, na gigante do entretenimento online, uma política de “férias livres” foi implantada. Permitindo que seus funcionários escolham quando irão trabalhar e quando irão tirar horas ou dias de folga. A única restrição é simples, informar os colegas de trabalho e seu supervisor direto. Esta ideia vai completamente contra o senso comum. Porém, vem se provando altamente funcional, pois desde seu lançamento em 1999, a Netflix cresceu incríveis 39 bilhões de dólares. Obviamente esta cultura de liberdade não nasceu do dia para a noite. Entretanto, sua forma bastante adulta de tratar as questões de dedicação e engajamento no trabalho é muito valorizada pelos profissionais da empresa.

O posicionamento da Netflix pede apenas uma coisa em troca para seus colaboradores. Que é responsabilidade e comprometimento com a qualidade de atendimento aos clientes. Segundo o guia da companhia: “Performances adequadas rendem muitos benefícios”. E quem não corresponde a este nível de comprometimento acaba perdendo suas regalias (e a sua vaga na renomada empresa).

Valorização do indíviduo como preocupação

Coworking, home office, jornada de trabalho flexível e móvel são só algumas das palavras-chave que juntas ganham força como elementares para a construção de um novo modelo de gestão de pessoas, que valoriza cada indivíduo, seu trabalho e forma de produção. Ou seja, com este movimento, vamos inaugurar uma era na qual os profissionais devem passar, aos poucos, a estabelecer uma nova relação com o trabalho.

Emfim, a nossa torcida é para que ele se torne mais leve e prazeroso. E para que todos ganhem em qualidade e tempo de vida, sem diminuir a produtividade (mas a aumentando) e gerando cada vez mais trabalhos de alta perfomance.

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