As 8 tendências em Marketing Digital mais indicadas no RD Summit

O futuro é sempre uma grande incógnita. Por mais que você desenhe, planeje e projete é difícil saber ao certo o que vai acontecer logo ali, após a curva. Ainda assim, é preciso arriscar e tentar prever o que será vivido daqui a alguns meses ou até anos. E foi esse exercício que os participantes do RD Summit fizeram na última semana.

Ao se depararem com um painel com oito opções, eles foram convidados a responder à pergunta: O que vai ser tendência em marketing digital em 2019? Muitas apostas foram feitas. A inteligência artificial ganhou o primeiro lugar do ranking. A seguir, apresentamos e comentamos as tendências mais votadas em ordem decrescente.

Confira e se prepare para o que está por vir!

#1 Inteligência Artificial

A IA possui um grande potencial ainda inexplorado pelo marketing digital. Se aplicada para uma melhor experiência do consumidor, análises preditivas e marketing direcionado, a IA certamente será o impulso para um grande salto do ROI.

Isso porque a tecnologia permite e seus processos complementares – como o Big Data, Internet das Coisas e o Machine Learning – trazem um universo de novas possibilidades. Assim, o marketing digital pode explorar alternativas em um movimento de contínua inovação e reinvenção.

É isso! O modo de fazer comunicação digital muda o tempo todo. O marketing feito hoje não é o mesmo de ontem e não será o mesmo amanhã.  

Dentre outras possibilidades, a IA permite:

  • Personalizar a experiência do usuário a um novo patamar: com os dados coletados, é possível trabalhar ainda mais a personalização desenvolvendo conteúdos altamente estratégicos e assertivos. Assim é possível levar às pessoas o que elas querem e precisam ler e consumir.
  • Tornar as decisões mais simples e fáceis com o marketing preditivo: com os dados coletados e a personalização da experiência, as campanhas passam a ser mais direcionadas e o ciclo de vendas, naturalmente, diminui. A busca do consumidor pelo produto reduz e a tomada de decisão fica mais fácil.
  • Usar reconhecimento de imagem para conseguir o máximo de ROI: hoje, já é possível usar recursos de Inteligência Artificial – como a  Amazon Rekognition – para reconhecer rostos humanos, emoções e identificar objetos. Nas redes sociais, qualquer tipo de publicação com apelo visual  como tuítes com imagens recebem 150 mais tuitadas e postagens de Facebook com imagens recebem 2.3X mais engajamento. De acordo com esta pesquisa, a população mundial compartilha 3.25 bilhões de imagens por dia. E todo esse acervo é fonte de informações e padrões de consumo, comportamentos e necessidades. Com uma grande coleção de fotos nas mídias sociais é possível, por exemplo, entender a demografia de compra, como idade, gênero, etc., e até os potenciais geográficos, ou seja, onde os produtos são mais consumidos.

#2 Vídeos

É previsão certeira: estima-se que o tráfego dedicado ao consumo de vídeos online vai chegar a 80% em 2019.

Tome como base o seu consumo de conteúdo. Quanto tempo você costuma gastar em plataformas como Netflix e Youtube? E assistindo aos microvídeos do Instagram ou do Snapchat?

Os vídeos de vloggers do Youtube, aliás, são sucesso absoluto. Juntos, os maiores canais brasileiros –  Canal Kondzilla, com 42 milhões, Whinderssonnunes, com 32 milhões, Felipe Neto, com 27 milhões –  somam 101 milhões de inscritos, quase metade da população do Brasil, estimada em 208, 4 milhões em 2018.

Ou seja, não há como fugir da tendência. O lance é aproveitá-la!

Com um orçamento que não se compara em nada a verba necessária para a produção e a veiculação de vídeo na mídia tradicional, é possível produzir materiais audiovisuais impactantes e de qualidade.

Uma narrativa emocionante e um storytelling criativo, com apoio dos recursos certos, são capazes de transformar a mensagem de qualquer marca em um conteúdo interessante e compartilhável, com alto potencial de gerar engajamento e conquistar milhares de views, “viralizando” pela rede.

#3 Microinfluenciadores

Enquanto os superyoutubers macroinfluenciadores têm milhões de seguidores e views, na contramão, os microinfluenciadores, que têm entre 1 mil e 100 mil seguidores, ganham atenção da publicidade porque têm o que uma grande marca precisa: a proximidade com o público.

A verdade é que os influenciadores locais têm menos seguidores, porém mais poder de influência. Por isso, eles vêm se tornando parceiros estratégicos para as marcas. Um bom microinfluenciador sabe  estreitar o relacionamento com o público, em vez de aumentar o número de seguidores. O Instagram e o YouTube são os principais palcos da atividade de microinfluenciadores nas redes sociais.

Veja algumas boas razões para contar com a voz de um microinfluenciador:

  1. Menor investimento quando comparados com os influenciadores;
  2. Enorme potencial de atingir um público mais segmentado;
  3. Engajamento maior e mais significativo com os potenciais clientes;
  4. Estimulam a interação e a comunicação entre o consumidor e a marca;
  5. Compartilham a mensagem da marca de uma forma mais direta, pessoal e eficiente.

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#4 Realidade Aumentada

Você deve lembrar muito bem do sucesso que o jogo Pokémon Go fez mundo afora. Ele permite enxergar um pokémon no chão da sua sala através da tela do celular, mas você ainda vê a sala normalmente. O aplicativo baseia-se na realidade aumentada, que se estende com o dispositivo móvel, trazendo um novo elemento para o cenário onde o usuário está.

Além do Pokémon Go, outro case de sucesso da utilização de realidade aumentada é assinado pela tintas Coral, que modernizou totalmente a experiência do cliente ao escolher uma cor de tinta.

Com o aplicativo de realidade aumentada da marca é possível visualizar cada cor disponível na Coral em sua parede apenas olhando pela câmera do celular. Incrível, não é mesmo?

Em 2019, muito provavelmente mais empresas irão apostar alto nessa realidade, para melhorar a experiência do consumidor!

#5 Marketing de Micromomentos

A jornada de compra percorrida pelo consumidor compreende várias etapas: comparação de preços, pesquisa da reputação das empresas, avaliações sobre a qualidade dos produtos e serviços e tomam diversas outras ações que envolvem um mecanismo de busca como o Google.

Cada momento-chave é entendido como um micromomento. Trata-se do instante no qual o usuário demonstra uma intenção de consumo e revela o quão distante está da decisão de compra. O Google estabeleceu quatro tipos de micromomentos. São eles:

  • Eu quero saber: restringe-se à busca de informação sobre um produto anunciado na TV, visto em um anúncio na internet ou recomendado por um amigo. Ainda não há um indicativo de que ele pretende comprar aquele produto;
  • Eu quero ir: revela intenção do usuário de chegar a algum lugar. Ou seja, ele pesquisa pelo endereço do local ou utiliza serviços de geolocalização para saber qual o melhor o caminho até o destino desejado. É também o caso de buscas/ indicações por estabelecimentos perto de onde usuário está.
  • Eu quero fazer: quando o usuário quer aprender a fazer algo e não tem a quem pedir ajuda, normalmente ele busca no Google o melhor método, com a solução mais simples e as explicações completas. Aqui, a estratégia é disponibilizar vídeos que possam servir de fonte neste micromomento. É o famoso DIY – Do it yourself, em bom português: faça você mesmo!  
  • Eu quero comprar: o usuário faz uma busca e revela a intenção de compra. Normalmente, ele indica o nome do produto ou serviço. Avaliando a especificidade dos termos da pesquisa é possível saber o quão decidida a pessoa está a concluir compra.  

#6 Pesquisa e Comandos por Voz

Com a popularização das tecnologias de comando de voz e de assistentes pessoais inteligentes, como Alexa e Google Home, vêm transformando o comportamento do usuário. Mas não são apenas os assistentes de voz que impulsiona essa mudança.

A estratégia ganha mais força com o uso chatbots. Aplicação associada permite ao usuário ações como, por exemplo, comprar no mercado um item faltante na dispensa e pedir uma pizza sem conversar com um atendente ou acessar o Ifood.

Diante desta nova realidade, o desafio das marcas é impulsionar a otimização e garantir o rankeamento nos buscadores.

As buscas por voz, normalmente, contêm perguntas como “o quê”, “quando”, “como”, “onde”. Já pensou em como garantir posicionamento para respondê-las?

#7 Realidade Virtual

A realidade virtual vem para potencializar o uso dos vídeos como ferramenta de decisão de compra. Isso porque a tecnologia permite visualizar melhor um produto ou serviço.

As imobiliárias, por exemplo, vêm utilizando essa tecnologia para que os clientes possam visitar o interior de um apartamento antes de alugá-lo, sem ir até ele. É possível, ainda, usá-la para simular a aplicação de um produto como uma piscina no quintal da sua casa, antes de comprá-la e instalá-la.

Ou seja, a realidade virtual garante muito mais segurança na decisão de compra. Bom para o cliente, bom para a marca.

#8 Pesquisa Visual

Em um mundo baseado no imagético, ou seja, muito mais em aúdio e imagem do que em texto, qualquer tipo de ferramenta que valorize e explore o conteúdo multimídia vem para contribuir.

A metodologia de pesquisa visual surge nesse contexto. Em resumo, trata-se de uma metodologia de pesquisa qualitativa que se baseia em filmes, fotografias, desenhos, pinturas e esculturas, etc, para produzir conhecimento.

Isso porque os conteúdos visuais são uma fonte rica de informação porque captam a realidade, revelando informações sobre o cenário social e os potenciais clientes.

A pesquisa visual envolve três etapas:

  1. Coleta e registro de todo o tipo de informações sobre a marca, ideia, produto, projecto, problema, cliente ou serviço. Concentre-se na marca, nas cores, na linguagem promocional e nos demais aspectos da estratégia de marketing.
  2. Seleção de uma área para análise visual. Identifique padrões e tendências, como o vocabulário, cores mais usadas ou características do produto ou do serviço.
  3. Crie novas ideias e soluções a partir dos dados coletados. Para tanto, procure tirar conclusões específicas. Os dados sugerem caminhos de diferenciação para o seu produto ou serviço? Como seria possível afirmar a liderança numa área particular? As respostas indicam o caminho a ser seguido na execução da estratégia de marketing.

Transformação digital, tendências em marketing e novos desafios

O fato é que as novas tendências de marketing desafiam as agências não só pela evolução da tecnologia, mas principalmente pela mudança de comportamento  do consumidor.

A transformação digital está em curso e é preciso reinventar as estratégias para ofertar as melhores experiências ao consumidor. Eles são exigentes e estão cada vez mais.

O melhor é se preparar para o que está por vir!

E aí: você também concorda com os participantes e acha que essas serão as tendências para 2019? Tem mais alguma tendência que você apostaria e que não está na lista? Compartilha com a gente! 😉